A CAP considerou o facto de a polícia ter impedido agricultores de se manifestarem em Viseu um «atentado» à liberdade. A PSP respondeu que cumpriu ordens do Governo e frisou que o protesto tal como aconteceu não estava autorizado.Serafim Tavares negou que a atitude da polícia se tenha tratado de abuso de poder, frisando que a manifestação autorizada pelo Governo Civil nada teve a ver com aquilo que aconteceu.
O comandante da PSP clarificou que os agentes policiais não impediram «a livre circulação das pessoas, mas sim de máquinas agrícolas», que põem em causa o trânsito.
«Cumprimos orientações superiores», afirmou, lembrando uma manifestação de agricultores em Chaves, na qual o procedimento policial foi idêntico. «O senhor ministro quer evitar que estas manifestações alterem a ordem e o bem-estar dos cidadãos», justificou.
Serafim Tavares, comandante da Polícia de Segurança Pública (PSP), confirmou a acção policial, explicando que os agentes cumpriram a lei e seguiram indicações recebidas por parte do ministro da Administração Interna, Rui Pereira.
Para João Machado, esta atitude da polícia é «um mau presságio para este período de campanha eleitoral» e «um atentado à liberdade de cada um e à liberdade de manifestação».
«É uma prepotência e um autoritarismo a que não estamos habituados», porque «nunca tal aconteceu» noutras manifestações no passado, afirmou o presidente da CAP, frisando que o protesto foi autorizado pelo Governo Civil.
O presidente da Confederação dos Agricultores de Portugal (CAP) considerou inaceitável o facto de a polícia ter impedido centenas de agricultores de entrarem esta terça-feira na cidade de Viseu.
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